11 de outubro de 2018

Nuvem privada x híbrida x pública: por onde começar e até onde ir?

A computação na nuvem surgiu e modificou a forma com que encaramos a tecnologia da informação no mundo dos negócios. E também trouxe uma mudança radical na maneira com que os usuários lidam com os recursos de informática.

Nesse universo, existem três estratégias para adoção de nuvem: pública, privada e híbrida. Você sabe qual a diferença entre elas? E qual pode ser mais adequada para o meu negócio? Vamos responder a essas perguntas a seguir. Confira!

O que é nuvem

Toda nuvem é um data center — ou vários — interligados através de conexão à rede. A principal característica de uma nuvem é o fato de que todos os recursos — apps, armazenamento, servidores — são virtualizados em um grande conjunto de recursos computacionais compartilhados, que podem ser orquestrados de maneira automatizada e inteligente, com o objetivo de atender às necessidades e demandas de seu negócio, com maior flexibilidade e capacidade de adaptação.

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST, em inglês) dos Estados Unidos, publicou em setembro de 2011, a versão definitiva de sua definição de nuvem. A partir dela, podemos listar 4 principais características:

  • Autosserviço sob demanda;
  • Acesso por rede;
  • Elasticidade rápida;
  • Serviço mensurado

Ou seja, a nuvem na prática é um conjunto de recursos computacionais consumidos na forma de serviço, executado de acordo com a necessidade, acessível de qualquer lugar, com capacidade para ampliar ou reduzir seus recursos para atender a demanda do consumidor e pode ser controlado e monitorado, garantindo melhor comunicação entre fornecedor e usuário.

Nuvem pública

A maior parte das pessoas, quando cita computação na nuvem, está pensando no modelo de nuvem pública. Ele consiste em um provedor de serviços que possui toda a infraestrutura necessária para oferecer esse serviço ao consumidor.

Você abre mão de uma parte do controle e customização dos serviços em troca de menores custos, já que todas as despesas acabam sendo compartilhadas entre os diversos usuários que pagam, normalmente, valores anuais ou mensais para a empresa dona da nuvem pública.

Nuvem privada

Nesse modelo, você é quem controla todos os parâmetros que estruturam o uso da nuvem, podendo customizá-la de acordo com o tamanho das suas necessidades. Por isso, muitas empresas estão migrando para a nuvem privada as soluções estratégicas do seu negócio, como ERP’s, supply chains, e outras demandas corporativas de maior criticidade.

Em se tratando de aplicações legadas, a nuvem privada tem sido a escolha estratégica de muitas organizações, pois permite usufruir das vantagens de uma arquitetura de nuvem escalável e adaptável, sem abrir mão do controle total sobre a performance e da rápida resposta em caso de problemas. Neste tipo de arquitetura, o cliente tem total gerência sobre a distribuição dos recursos computacionais e dos SLA´s que melhor se adequem ao negócio.

Nuvem híbrida

A migração para uma nuvem híbrida é uma solução cada vez mais frequente no mundo corporativo, já que, dessa forma, é possível utilizar a nuvem pública para informações de menor criticidade e a privada para todo o conjunto de dados e informações que tornam sua empresa única em relação à concorrência.

Por exemplo, você pode usar a nuvem pública para serviços como RH, e-mail e outros triviais, enquanto conta com a estrutura da nuvem privada para outros de maior impacto, como arquivos de Pesquisa & Desenvolvimento ou informações de inteligência de negócios que precisam de maior agilidade de implementação. Ou seja, tudo aquilo que você precisa ter maior controle e deve manter in-house.

Os desafios

Existem alguns pontos delicados na migração para uma nuvem híbrida. Principalmente a dificuldade da integração de diferentes infraestruturas necessárias para uma operação eficiente. Por isso, é preciso fazer uma análise minuciosa dos processos antes implementar essa solução a fim de evitar perdas significativas. Procure a orientação de uma consultoria antes de prosseguir com um trabalho delicado como este.

E então, ficou alguma dúvida sobre os diferentes tipos de nuvem? Comente aqui no post e participe!

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