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1 de fevereiro de 2016
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Nosso cotidiano e a ÉTICA – vamos praticar?

Por Jorge F. Hoffmann*

A origem da palavra ética vem do grego “ethos”, que se refere ao modo de ser, o caráter. Os romanos traduziram o “ethos” grego, para o latim “mos” (ou no plural “mores”), que significa costume, hábito, ou regra, de onde  vem então, a palavra moral. Tanto “ethos” (caráter) como “mos” (costume) indicam um tipo de comportamento propriamente humano que não é natural, ou seja, o homem não nasce com ele como se fosse um instinto, mas sim, que é “adquirido ou conquistado pelo hábito”.  Portanto, ética e moral, pela própria etimologia, dizem respeito à uma realidade humana que é construída histórica e socialmente a partir das relações coletivas dos seres humanos nas sociedades onde nascem e vivem.

Em nosso dia-a-dia não fazemos distinção entre ética e moral, e usamos as duas palavras como sinônimos. Mas os estudiosos do assunto fazem uma distinção entre esses dois conceitos. Assim, a moral é definida como o conjunto de normas, princípios, preceitos, costumes, valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu grupo social. A moral é normativa. Enquanto a ética é definida como a teoria, o conhecimento ou a ciência do comportamento moral, que busca explicar, compreender, justificar e criticar a moral ou as morais de uma sociedade.

“Nenhum homem é uma ilha”. Esta famosa frase do filósofo inglês Thomas Morus, ajuda-nos a compreender que a vida humana é essencialmente convívio. Para o ser humano viver, exige-se que ele conviva. É justamente na convivência, na vida social e comunitária, que o ser humano se descobre e se realiza enquanto um ser moral e ético. É na relação com o outro que surgem os problemas e as indagações morais: O que devo fazer? Como agir em determinadas situações? Como comportar-me perante o outro? Diante da corrupção e das injustiças, o que fazer?  Perguntas como estas são importantes para a nossa relação diária com nossos clientes, fornecedores e parceiros de negócio para uma sinergia e uma relação de confiança.

Portanto, constantemente no nosso cotidiano encontramos situações que nos colocam problemas morais. São problemas práticos e concretos da nossa vida em sociedade, ou seja, problemas que dizem respeito às nossas decisões, ações, escolhas, e comportamentos – os quais exigem uma avaliação, um julgamento, um juízo de valor entre o que socialmente é considerado bom ou mau, justo ou injusto, certo ou errado, pela moral vigente. Vamos buscar refletir e entender os “porquês”? Sejam das nossas escolhas, dos nossos comportamentos ou valores, em casa ou no trabalho.  

Muitas vezes acabamos agindo pela força do hábito ou dos costumes,  com tendência a aproveitar uma realidade social, politica ou econômica e, com isto, perdemos a nossa capacidade de criticar o fato. Dessa forma, não nos preocupamos em usar a ética com regularidade e nem buscamos o entendimento ou compreensão da moral.

Bora lá filosofar e praticar…
*Jorge F. Hoffmann é Account Manager na Sercompe

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