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28 de dezembro de 2015
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Tecnologia e produtividade: a salvação da crise

Por Heiner Hardt*

Novamente o fim do ano chega e começam as previsões e metas para o ano seguinte. Em especial, imagino que teremos mais “palpites” do que “previsões” nesse próximo ano, porque simplesmente não há como prever nada no meio desse caos governamental e fiscal que o Brasil está vivendo. Sabemos das dificuldades que nos esperam em função do cenário econômico e político e não podemos nos dar ao luxo de simplesmente ficar à mercê da inércia. Vários estudos mostram que o crescimento econômico progride naturalmente na medida que aumentam os ganhos de produtividade.

Esse texto busca mobilizar o leitor sobre a importância de abordar tecnologia como investimento em produtividade e não mais como simples custeio operacional. Estamos em um momento de transição na história do país, em que a iniciativa privada ganhará maior relevância na composição do PIB nacional, em virtude da escassez de recursos do Estado (déficit). Essa relevância só vira com pesados investimentos em tecnologia e automação, a única saída para aumentar os ganhos de produtividade.

Historicamente somos um país considerado pouco produtivo em relação aos países desenvolvidos, com deficiências para aumento do capital humano (mão de obra especializada) e pouca eficiência operacional. O baixo nível de qualificação da população, em termos gerais, força um excesso de intervenção do Estado no mercado privado para garantir a manutenção do nível de emprego. Essa intervenção aumenta o custo de produção e acaba sufocando o investimento para os ganhos de produtividade.

Além disso, o baixo investimento em capital humano torna a inovação um fator inexistente nas organizações. Sem pessoas qualificadas não existe inovação. Sem a inovação não existe disrupção dos modelos de tecnologia e sem essa disrupção as organizações não conseguem melhorar significativamente a produtividade. Cria-se assim um ciclo vicioso de manter sempre a operação no espírito do “mais do mesmo”. Um custo operacional que condena os balanços impiedosamente ano após ano.

Com a deterioração dos fundamentos econômicos, através de uma política econômica desastrosa, o mercado vem sendo impactado com forte redução das receitas em detrimento da retração de consumo. Essa queda das receitas, logicamente, traz fortes pressões sobre as margens de lucro e tem efeitos severos nos fluxos de caixa. Todos os setores já anunciaram redução dos investimentos e o nível de confiança do empresariado está nos patamares de 1999. Todos sabemos que um empresário sem confiança no futuro da economia não faz investimentos.

O lado bom do caos é que as pessoas passam a repensar seus dilemas e são forçadas a mudarem posturas para simplesmente sobreviver. O mesmo acontece com o mercado privado. A primeira fase da reestruturação já está ocorrendo como resposta ao ajuste de margens. Aumento das demissões em todos os setores, aumento de capacidade ociosa perto de 40%, manutenção dos estoques e redução dos investimentos com o cancelamento ou adiamento de diversos projetos. O mercado ainda está se adaptando à retração de demanda e já tem que lidar com excesso de ofertas em muitos segmentos.

Mas como a literatura já sustenta, em algum momento a demanda encontrará a oferta e o mercado se reequilibra. E nessa busca do equilíbrio encontramos um “ainda” pequeno elemento, pouco explorado pelo mercado brasileiro em geral, que se chama TECNOLOGIA. Sim, a tecnologia é hoje vista por muitos especialistas como a única forma de se efetivar uma manutenção positiva das margens operacionais. Essa manutenção positiva ocorre não mais pelos ganhos de escala, mas sim pelos ganhos de produtividade. Esses ganhos passam pela adoção de tecnologias disruptivas e de forte automação de processos.

Quando o assunto se volta para a tecnologia, cada vez mais termos como computação em nuvem, big-data, internet das coisas e a oferta de qualquer coisa como serviço (EaaS) surgem no radar das grandes empresas e acabam entrando na lista de prioridades a se discutir para novos projetos. É bem verdade que o Brasil ainda está em estágios embrionários na adoção de estratégias tecnológicas inovadoras.

O nível de informação ainda é bastante limitado e o sucateamento do parque tecnológico acaba tornando a área de tecnologia das empresas obsoleta e custosa. Existem custos altos de aquisição de tecnologia, custos com implementação e posteriormente custo de manutenção. Esses custos são percebidos, dentro das organizações, apenas como custo operacional (OPEX), quando na verdade deveriam trazer empiricamente um conceito de investimento atrelado (CAPEX).

Mesmo que essa resistência cognitiva persista em relação às novas tendências, é inegável que elas já estão, pouco a pouco, desafiando os projetos do dia a dia porque simplesmente são a única forma de aumentar ganhos de produtividade e competitividade. De acordo com as pesquisas do IBGE, o peso econômico da Internet já supera o de áreas tradicionais como alimentação e educação. Dos R$ 8,28 trilhões de faturamento geral das empresas brasileiras, o setor de empresas com serviços prestados na Internet equivale a 1,74% ou R$ 144 bilhões em 2014. O crescimento de dados que transitam na rede dobra a cada 20 meses.

O tratamento do ponto de vista analítico e transacional dessa imensidão de dados é ponto crucial para o desenvolvimento de estratégias que permitam conhecer melhor o mercado e melhorar a tomada de decisão nos negócios. Segundo a consultoria McKinsey, a nuvem é um elemento com capacidade de fornecer energia digital a baixo custo e pequenos incrementos financeiros, de forma a mudar os modelos de negócio atualmente baseados em “imobilização de ativos” para “locação de serviços”. A imobilização de ativos traz impactos contábeis claros e diretos nos lucros. Mas ainda maiores são os impactos de caixa para ano após ano manter um complexo emaranhado de máquinas e sistemas cuja gestão e manutenção são feitas em base reativa e não alinhada com as necessidades de negócio, o famoso custo total de propriedade (TCO). O conceito da “locação de serviços” no modelo de EaaS (eveything as a Service) é um conceito amplificado dos antigos modelos de Outsourcing, mas que encontra na evolução da tecnologia novos ganhos de eficiência.

A internet das coisas já faz todo tipo de equipamento estar integrado à rede e figurar como um sensor e provedor de informação sobre o perfil de consumo dos indivíduos. Praticamente tudo e todos estão interconectados pela tecnologia e o entendimento e a adoção de novos modelos de negócio farão a humanidade passar pela maior mudança comportamental desde a Revolução Industrial.

É chegado o momento em que a estratégia imperará sobre a pura operacionalidade. A crise, pelo qual o mercado privado já prevê passar até 2018, cobrará um custo altíssimo e já temos uma década perdida em praticamente todos os indicadores no Brasil. Curiosamente, de maneira ainda tímida, muitas empresas já fizeram investimentos em tecnologia e automação com foco na produtividade e estão conseguindo passar com poucas perdas pela crise e colherão os frutos mais rapidamente e melhor no curto-prazo, justamente fazendo o que sua concorrência não faz: melhorando sua eficiência operacional.

A Sercompe teve a honra de ser agraciada como o maior canal HPE do Brasil em 2015 e isso veio junto com a confiança que nossa base de clientes deposita em nossas soluções e parceria com a HPE. Esse título também é fruto de investimento árduo em especialização. Não por menos, recebemos o prêmio de canal mais certificado HPE por 9 anos consecutivos. Tudo isso foi feito para que nossos clientes se sintam confortáveis e entendam o valor de ter o parceiro correto ao seu lado rumo ao sucesso. Esperamos que todo esse know-how possa ajudar nossos clientes a transitarem para um mundo novo, de inovação e impacto tecnológico e que os ganhos de produtividade possam se materializar de forma concreta.

Desejamos a todos um excelente 2016 e que possamos juntos vencer os obstáculos que virão. Contem conosco.

*Heiner Hardt é consultor técnico na Sercompe, com formação nas áreas de Tecnologia e Estratégia Empresarial

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