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16 de setembro de 2020

Como definir critérios de escolha para
infraestruturas convergentes?

Assim como vários outros produtos, a quantidade de opções existentes no mercado para soluções de HCI – Hyper Converged Infrastructure –  pode causar muita confusão. Não é difícil encontrar clientes que mudam suas prioridades após receber o fornecedor X ou Y e conhecer suas soluções. E é aí que entra em cena um dos maiores riscos dessa parte do processo: se deparar com um fornecedor para quem, por só ter martelo para oferecer, todos os problemas viram prego. 

Para não cair nesse tipo de armadilha, um dos pontos mais importantes antes de iniciar a avaliação de soluções é definir exatamente qual problema será atacado, as preocupações e os desafios que são necessários endereçar. Assim, será possível reduzir de forma drástica o risco de contratar funcionalidades que nunca serão utilizadas, apenas pela bela apresentação do fornecedor. Uma análise criteriosa de requisitos e o engajamento de todo o time é fundamental para o sucesso desta etapa. Para a maioria dos ambientes, esta infraestrutura será o principal recurso de TI e sustentará as operações mais críticas da empresa, fazendo desta escolha uma etapa muito importante em todo o processo.

Um excelente ponto de partida nesta escolha, logo após a definição do problema que se quer endereçar, é encaixar as soluções em análise em algum caso de uso. Existem várias alternativas para essa ação, e para este artigo escolhemos uma opção sugerida pelo Gartner. Neste estudo, vamos trabalhar com 5 casos de uso especificados no documento “Critical Capabilities for Hyperconverged Infrastructure” de Novembro de 2019. De acordo com este material, os casos de uso racionalizam a escolha da oferta e são:

  • Core IT – Funções cruciais para o funcionamento da estrutura tais como serviços de rede e aplicações de legado;
  • Cloud – Novas aplicações e aplicações Core que foram “refatoradas” para implementação em ambientes de nuvem privada, pública ou híbrida;
  • Edge – Aplicações onde a localidade é o fator mais importante. Encaixam neste caso de uso soluções integradas a IoT, Analytics, Smart Factory e proximidade com usuário / cliente;
  • Mission Critical – Projetos com este caso de uso visam aumentar a resiliência e escalabilidade de aplicações críticas de negócios, como ERPs e aplicações que exigem certificação do ISV;
  • VDI – Cada vez mais importante pois trata da disponibilidade das ferramentas de trabalho do usuário final, onde ele estiver;

Um ponto importante que destacamos aqui é que não parece fazer sentido tentarmos encaixar cada uma das soluções que serão avaliadas em apenas um único caso de uso. Isso seria inviável do ponto de vista financeiro e pouco produtivo do ponto de vista técnico.  Entender o peso de cada caso de uso no contexto da demanda completa se mostra muito mais eficaz. Isso vai ficar mais claro adiante.

Seguindo o processo, temos que definir outro conceito importante: as aptidões e seu peso dentro de cada caso de uso. Ainda orientados pelo mesmo estudo do Gartner, podemos sintetizar estas aptidões – ou capacidades – em 10 indicadores:

  • Abstração – Mede o grau de abstração entre software e hardware incluindo a combinação de suporte a múltiplos Hypervisors assim como a integração com solução de containers;
  • AI – Avalia o grau de utilização de algoritmos de AI para execução de funções na estrutura, tais como correções e otimizações; 
  • Data Services – Um mergulho na camada de armazenamento. Aqui contam pontos para benchmarks públicos demonstrando métricas de desempenho nos mais variados perfis;
  • Hardware – Como o próprio nome diz, avalia a camada de hardware e seus atributos chave;
  • Location – Flexibilidade para ser implementado em qualquer lugar, com o mínimo de recursos e mantendo as mesmas características de disponibilidade e funcionalidade;
  • Gerenciamento – Diferenciais chave na gestão da solução assim como treinamentos para o usuário final;
  • Escalabilidade – Avalia a flexibilidade da solução no contexto de alta disponibilidade, escalabilidade, replicação, etc;
  • Segurança – Funcionalidades nativas de proteção e segurança;
  • Serviço e suporte – Opções de suporte assim como serviços proativos;
  • Software Stack – Qual a viabilidade de integração com soluções de mercado como VDI, Appliances Virtuais e soluções de missão crítica, por exemplo, SAP HANA;

Ao atribuir pesos para cada um dos indicadores acima será possível construir uma Matriz de Aderência, e com isso o processo de escolha da solução adequada será mais preciso e confiável. Obviamente que o investimento necessário para aquisição e implementação continua sendo um fator muito importante neste processo. Com a ajuda de uma ferramenta de apoio à tomada de decisão, escolher quais tecnologias entrarão em uma shortlist e seguirão para a negociação final torna-se muito mais transparente. 

Para ilustrar, apresento um exemplo de resultado de aplicação da Matriz de Aderência para um cliente que busca uma solução de infraestrutura para suportar sua migração de ERP. De acordo com os pesos atribuídos pelo cliente para cada indicador, a ferramenta irá apresentar as soluções que melhor aderem às suas demandas, e com isso ele poderá focar a negociação comercial apenas com os fornecedores que de fato as atendem.

Além disso, esta análise faz você pensar no quanto determinada oferta faz sentido para seu desafio. Seu fornecedor precisa ser visto como seu parceiro e precisa estar ciente de seus objetivos de negócio. É muito importante para seu fornecedor entender exatamente os resultados esperados e dividir este risco com você. É desta forma que a Sercompe e a HPE estão estruturadas para trabalhar, partindo de ofertas de HCI flexíveis e modulares, que podem se adequar aos mais variados casos de uso. 

Tomemos como exemplo o HPE SimpliVity, onde seu negócio se beneficia da inteligência conduzida por IA do HPE InfoSight para ter visibilidade e análises preditivas em todo o seu ambiente de HCI. Com mobilidade e gerenciamento centrado em VM, backup e DR integrados e revolucionária eficiência de dados, em uma arquitetura que é otimizada do data center à borda, ela vai bem além da HCI que você conhecia. 

Além disso a HPE também desponta como líder em uma nova variante de HCI: o dHCI – Disaggregated Hyperconverged Infrastructure –  que tem foco em um mercado adjacente onde uma composição que oferece crescimento desagregado de recursos computacionais e uma gestão unificada fazem toda a diferença. Abaixo temos uma visão que compara o HCI, dHCI e os IIS- Intelligent Integrated Systems:

A solução da HPE é baseada em dois produtos líderes de mercado, os servidores Proliant Gen10 e a solução de Storage Inteligente Nimble. Com certeza uma escolha que traz conforto e segurança ao mercado.

Quer saber como as tecnologias da HPE e da Sercompe podem ajudar a sua empresa na jornada para Transformação Digital? Entre em contato conosco!

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